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20 d’abril de 2011

Agora, eu sei porque o Banco Alimentar, ele sempre pede feijãos

 O Banco de Alimentos, em todas as recolhas faz pedidos de lentilhas. Eu estou sempre procurando as razões: eu procuro saber as verdadeiras razões para a gestão do Banco. Reparei que era uma vontade firme de nosso presidente, Antonio Sansalvadó. Acho que a primeira razão foi a Nutrição: as lentilhas são um legume, típico da dieta mediterrânea, que se estendeu até a Índia e agora para o novo mundo, que as qualifica como um vegetal rico em proteínas e minerais. Os homens primitivos do Mediterrâneo, já as comeram, e começaram a secá-las. Assim eles podiam consumi-las durante os meses de inverno por muito tempo quando eles não podiam ter outros vegetais. As lentilhas é uma grande proteína, é um vegetal de fácil digestão, com um conteúdo de fibras vegetais por cerca de 11 gramas por 100 gramas de lentilhas secas.
Eu sou pois capaz de concluir que foi por razões práticas e valor nutricional, nosso presidente é um engenheiro. Mas não foi o suficiente: e fui a procurar outros motivos, as razões do comportamento humano. Levou-me muito. As lentilhas são caras (1,5 € / kg), mais do que o arroz (1,35 € / kg) ou as batatas que custam menos de um Euro, mas essa poupança não é, portanto, uma razão. Os pobres as consomem devido à sua tradição e ao seu alto valor nutritivo e quando não há proteínas animais, preenchem uma função adequada, e nisso coincidem com os jovens e os ricos, que querem salvar uma nova moda/ guardam a forma em proteínas vegetais. 
Mais a razão mais profunda para o fato a encontrei num livro de contos "Histórias Falsas de Gonçalo M. Tavares. 2005 Portugal. A Wiquipêdia diz "Gonçalo M. Tavares (Luanda, Angola, 1970) é um jovem narrador português dramaturgo e poeta. Sua voz e muito pessoa, críticos literários o consideram um dos escritores mais importante no idioma Português."
Na verdade, eu estava procurando um livro em Português para atualizar uma língua que eu não aprendi na escola, mas na rua. E eu esbarrei-me esse livro na livraria "La Central", onde se encontram livros em línguas estrangeiras É um livro de histórias falsas baseado em eventos reais. É a história do Lito, o comerciante. Situa a sua história, na época de Diógenes, que vivia como um pobre, dentro de um barril de vinho velho com um cachorro chamado "cínico" e era muito rico, mas em sabedoria. O filósofo que, quando o grande imperador grego Alexandre, o Grande, foi a ofrecer ajuda, ele lhe respondeu que primeiro tinha que se desviar um pouco, porque lhe bloqueava o sol que o esquentava e dava-lhe conhecimento.
Explico esta peça popular de sua vida porque a história é assim:.............Descia Mercator umas pequenas escadas quando deparou o filósofo, pobremente vestido, sentado no chão, contra a parede, a comer feijãos. Arrogante mais do que era seu costume, cheio de vaidade pela riqueza que ostentava, e com o estômago farto, disse, para Diógenes:
-Se tivesses aprendido a bajular orei, não precisavas de comer feijãos. E riu-se depois, troçando-se da pobreza evidenciada por Diógenes. O filósofo, no entanto o alhou ainda com maior arrogância e altivez. Já tivera à sua frente Alexandre, o Grande, e então quem era este, agora? Um simples homem rico? Diógenes respondeu assim:
-E tu - disse o filósofo - se tivesses aprendido a comer feijãos, não precisavas bajular o rei............
Esta é provavelmente uma razão pela qual o banco faz pedidos delentilhas. Um dos princípios fundadores do Banco de Alimentos é Dar e Partilhar. Dar comida gratuita aos mais necessitados, compartindo os seus problemas para assegurar o consumo de alimentos que eles gostam e que são muito nutritivos. Além disso, há outra lição adicional que faz chegar Gonçalo M. Tavares até a vos do Diógenes. A maioria ainda precisa de um modelo de alimentos tradicionais, que deve ser preservado, e é muito rico em sabedoria nutricional. Para perceber isso tivemos que compartir problemas e adicionar valores aceitados pelos pobres de aqui, como do Magrebe, sul da América ou Roménia. As flentilhas nos ensinaram a ser humildes, mas também ricos em valores que definem a cadeia de solidariedade. Agora realmente entendo porque o Banco Alimentar pede feijãos pelo seu valor nutricional, pela alta riqueza da dieta mediterrânea tradicional, mas também, e acima de tudo, pelos valores, especialmente pela humildade que tem preservado a cadeia de solidariedade.
 Jordi Peix

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